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Agosto Lilás: Conheça os caminhos de acolhimento e proteção à mulher em Sorocaba

  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

O mês de agosto é marcado em todo o país pela campanha Agosto Lilás, dedicada à conscientização, prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher. A iniciativa faz referência à sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), promulgada em 7 de agosto de 2006, reafirmando que a violência doméstica não é uma questão privada, mas um crime e uma violação de direitos humanos que exige resposta pública e integrada.



Em Sorocaba, romper o ciclo da violência exige conhecer o funcionamento da rede municipal e os passos práticos a serem seguidos. Seja para buscar orientação, registrar uma denúncia ou solicitar proteção urgente, a cidade conta com um fluxo de atendimento estruturado.


O Caminho do Acolhimento: Passo a Passo na Rede de Apoio

Diante de uma situação de ameaça, agressão ou violação de direitos, veja exatamente quais caminhos podem ser trilhados e qual a função de cada equipamento público:

1º Passo: Emergência e Socorro Imediato

Se a violência estiver acontecendo no momento ou houver risco iminente à integridade física:


Ligue imediatamente:


190 (Polícia Militar): Para intervenção presencial rápida em casos de flagrante ou agressão em andamento.


153 (Guarda Civil Municipal): Para acionamento das equipes da GCM de Sorocaba.


2º Passo: Registro da Ocorrência e Proteção Legal

Para formalizar a denúncia e garantir medidas que impeçam a aproximação do agressor:


Delegacia de Defesa da Mulher (DDM Sorocaba):


O que faz: Realiza a oitiva da vítima, lavra o Boletim de Ocorrência e encaminha o pedido de Medida Protetiva de Urgência ao Poder Judiciário (que pode determinar o afastamento do agressor do lar e proibir contato).


Funcionamento: Atendimento presencial 24 horas.


Endereço: Rua Caracas, 846 – Jardim América | Telefone: (15) 3232-1417.


Aplicativo Protege Mulher (GCM): Ferramenta municipal com função de "botão de pânico" destinada às mulheres que já possuem Medida Protetiva concedida pela Justiça, permitindo o acionamento direto da Guarda Civil em caso de descumprimento por parte do agressor.


3º Passo: Acompanhamento Psicossocial Especializado e Cadastramento do Botão de Pânico

Quando o objetivo for receber suporte emocional, orientação social e acompanhamento especializado para a reconstrução da rotina com segurança:


CEREM (Centro de Referência da Mulher)


O que faz: É o órgão responsável pelo cadastramento das mulheres no sistema. Depois que o juiz concede a Medida Protetiva de Urgência, a vítima comparece ao CEREM para validar os dados, receber orientações e liberar o aplicativo no próprio celular. Além disso, o CEREM é o serviço especializado do município focado no atendimento à mulher em situação de violência, oferecendo escuta qualificada, acompanhamento psicológico e social, orientação jurídica e elaboração de plano individual de proteção.


Atendimento: De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.


Endereço: Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira, 440 – Centro | Telefone: (15) 3235-6770.


4º Passo: Proteção em Situação de Risco Extremo (Acolhimento)

Casa Abrigo:


O que faz: Residência em local totalmente sigiloso para mulheres e seus filhos menores que estejam sofrendo ameaças severas ou risco iminente de morte.


Como acessar: O acesso a este serviço é feito exclusivamente por encaminhamento do CEREM, da DDM ou do Poder Judiciário.


5º Passo: Assistência Jurídica Gratuita

Defensoria Pública do Estado de São Paulo (Unidade Sorocaba):


O que faz: Presta auxílio jurídico gratuito para questões decorrentes da situação de violência, como pedidos de divórcio, guarda de filhos, pensão alimentícia e acompanhamento de processos cíveis.


Endereço: Praça Carlos de Campos, nº 110 – Centro, Sorocaba - SP

Referência: Prédio localizado na região central da cidade, próximo ao antigo Fórum/Câmara.


Denunciar é o primeiro passo para a transformação romper o silêncio e o ciclo da violência é um ato de coragem, mas ninguém precisa fazer essa travessia sozinha. A rede de apoio em Sorocaba está estruturada para garantir acolhimento sigiloso, humanizado e seguro em todas as etapas, desde a proteção emergencial até a reconstrução da autonomia e da cidadania plena de cada mulher.


Se você está vivenciando uma situação de violência ou conhece alguém que precisa de ajuda, procure os canais oficiais.


Informação salva vidas; a denúncia protege o futuro. Leia também: Manifesto do 17º Abraço Solidário


Para além de conhecer os canais de ajuda, a garantia de proteção às mulheres exige orçamento público e uma rede forte e sem portas fechadas. Assinado por dezenas de entidades sociais — como a União de Mulheres de SP e o Instituto Plena Cidadania — que cobram o fortalecimento dos serviços de atendimento e o combate à precarização das políticas públicas no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha.





 
 
 

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