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Pela garantia de direitos: os caminhos e encontros da Formação de Promotoras Legais Populares

9 de set.
4 min de leitura

A jornada de fortalecimento comunitário e defesa dos direitos das mulheres segue em ritmo intenso no Instituto Plenu. Ao longo dos encontros da Formação de Promotoras Legais Populares (PLPs), participantes, docentes e especialistas têm se reunido para tecer redes de conhecimento, acolhimento e transformação social. Reunimos aqui os principais destaques das aulas mais recentes dessa caminhada.


07 de agosto: Apresentação do projeto e inteligência emocional na prática


O ponto de partida dessa trajetória ocorreu no dia 7 de agosto, em um primeiro momento conduzido pela própria equipe do Instituto Plenu. Na ocasião, foram apresentados a estrutura do projeto PLP, os critérios que regem a formação, a dinâmica das aulas e o funcionamento do estágio supervisionado, estabelecendo as bases para o percurso formativo.


Na segunda metade da noite, a reflexão voltou-se para a dimensão interior dos afetos com a aula “Inteligência Emocional e Modelos de Comunicação”, ministrada pelo professor Me. Carlos Eduardo Xavier. O docente abordou como o desenvolvimento emocional — estruturado em eixos como autoconhecimento, equilíbrio, automotivação, empatia e habilidades sociais — é fundamental para gerir emoções e construir relações interpessoais pautadas pelo respeito. O encontro enfatizou a importância do aprimoramento da escuta e da comunicação consciente na convivência em sociedade.


 Alunas plps na aula Inteligência Emocional e Modelos de Comunicação, ministrada pelo professor Me. Carlos Eduardo Xavier.
Alunas plps na aula Inteligência Emocional e Modelos de Comunicação, ministrada pelo professor Me. Carlos Eduardo Xavier.

14 de agosto: Aspectos jurídicos da Lei Maria da Penha e a atuação da OAB


A programação do dia 14 de agosto iniciou-se com a aula “Lei Maria da Penha: aspectos jurídicos e proteção às mulheres”, ministrada pela advogada, ativista social e cultural, Manu Barros. A exposição detalhou as formas de violência de gênero — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral — e apresentou instrumentos legais de proteção de urgência, atualizações da lei e ferramentas de apoio como o Ligue 180, o aplicativo SP Mulher Segura e a Cabine Lilás.


Lei Maria da Penha: aspectos jurídicos e proteção às mulheres - Manu Barros
Lei Maria da Penha: aspectos jurídicos e proteção às mulheres - Manu Barros

No segundo bloco da noite, a advogada Gabriela Marques assumiu a palavra para tratar do tema “OAB e assistência jurídica para a população”. Ela apresentou as atribuições da instituição na defesa da Constituição, da justiça social e do acesso à Justiça, além de detalhar a estrutura da subseção de Sorocaba, suas comissões temáticas e os canais que a população pode acionar para a garantia de seus direitos ou para denúncias ético-disciplinares.


OAB e assistência jurídica para a população - Gabriela Marques
OAB e assistência jurídica para a população - Gabriela Marques

21 de agosto: Redes de enfrentamento e a comunicação como resistência


Em 21 de agosto, o debate ganhou amplitude estrutural com a aula de Adriana Publio, integrante da equipe do CEREM de Sorocaba. Adriana falou sobre “Rede de enfrentamento à violência contra as mulheres e políticas públicas: da existência dos serviços à construção de respostas públicas articuladas”. A palestrante explicou a diferença entre rede de atendimento e rede de enfrentamento, reforçando que a proteção eficaz exige articulação entre Justiça, Saúde, Assistência Social, Segurança e Educação. A partir de casos práticos e da análise da rede local de Sorocaba, foi destacada a necessidade de um acompanhamento contínuo e integrado.


Rede de enfrentamento à violência contra as mulheres e políticas públicas: da existência dos serviços à construção de respostas públicas articuladas - Adriana Publio
Rede de enfrentamento à violência contra as mulheres e políticas públicas: da existência dos serviços à construção de respostas públicas articuladas - Adriana Publio

Fechando a noite, a jornalista e pesquisadora Fernanda Ikedo ministrou a aula “Comunicação como ferramenta de resistência – o papel das PLPs como comunicadoras em seus territórios”. Fernanda abordou a comunicação popular sob a ótica da educação popular feminista em direitos, ressaltando o papel das participantes na disputa de narrativas e na democratização da informação. Durante uma dinâmica de escrita sobre o cotidiano local, as futuras PLPs exercitaram a escuta e a produção de mensagens focadas na autonomia e na proteção das mulheres.


Comunicação como ferramenta de resistência – o papel das PLPs como comunicadoras em seus territórios.
Comunicação como ferramenta de resistência – o papel das PLPs como comunicadoras em seus territórios.

28 de agosto: Vozes que transformam – Oficina de Oratória e Práticas de Expressão


Encerrando o mês de agosto com foco na expressão e na ocupação dos espaços de fala, as alunas participaram no dia 28 de uma palestra e oficina prática sobre oratória, comunicação e expressão para fala pública, ministrada pela atriz, professora e dramaturga Nanaia de Simas.


A atividade buscou fortalecer a autoconfiança e a capacidade de exposição das futuras promotoras — habilidades essenciais para quem atua na defesa dos direitos humanos. Durante a exposição, Nanaia abordou os conceitos fundamentais da oratória, ensinando técnicas para controlar a ansiedade, superar a timidez e articular discursos capazes de transmitir conhecimento e autoridade nas interações do cotidiano.


Prática sobre oratória, comunicação e expressão para fala pública - Nanaia de Simas
Prática sobre oratória, comunicação e expressão para fala pública - Nanaia de Simas

Para além da teoria, a oficina priorizou exercícios práticos de respiração, postura, entonação e projeção vocal, demonstrando que o domínio da fala não é um dom inato, mas uma habilidade a ser desenvolvida. Na segunda metade do encontro, as participantes integraram dinâmicas em grupo focadas no universo do trabalho, sendo desafiadas a aplicar as técnicas aprendidas em breves exposições. O exercício estimulou a cooperação, o sentimento de pertencimento e o fortalecimento do trabalho em equipe.


Em contextos comunitários, sociais e jurídicos, saber se expressar com clareza é o ponteiro que transforma conhecimento em ação real. A oratória vai muito além do falar bem: trata-se de ocupar espaços, inspirar outras mulheres e fazer-se ouvir. Ao final da atividade, reafirmou-se que a voz e a expressão são ferramentas indispensáveis na construção de redes de apoio, solidariedade e na constante luta por igualdade.

 
 
 

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