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Mulheres, Memória e Resistência: um encontro necessário sobre democracia e direitos humanos em Sorocaba

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

No último dia 30, Sorocaba foi palco de um encontro potente e necessário, reunindo mulheres, ativistas, instituições e a comunidade para um diálogo profundo sobre memória, democracia e direitos humanos. Com a presença de Amelinha Teles, o evento promoveu um espaço de escuta, reflexão e fortalecimento coletivo, reafirmando a importância de manter viva a história e as lutas que moldaram o país.


Amelinha Teles em Sorocaba no dia 30 de Abril de 2026
Amelinha Teles em Sorocaba no dia 30 de Abril de 2026

Organizado pelo Plenu – Instituto Plena Cidadania em parceria com a coordenação das Promotoras Legais Populares de Sorocaba, o encontro destacou o papel das mulheres na construção e defesa dos direitos humanos, especialmente em contextos de resistência.


Arte, política e articulação coletiva


A abertura foi marcada por uma apresentação cultural emocionante, “Voz que rompe a cela”, conduzida por Roselaine Cruz que é PLP e multiartista ativista, cuja expressão artística trouxe sensibilidade e força ao tema, conectando memória e resistência por meio da arte.


Voz que rompe a cela”, conduzida por Roselaine Cruz
Voz que rompe a cela”, conduzida por Roselaine Cruz

Estiveram presentes também importantes representantes políticas, como a vereadora Iara Bernardi(PT) e Fernanda Garcia(PSOL), reforçando a relevância do diálogo entre sociedade civil e o poder público na construção de uma democracia mais justa e inclusiva.


O evento contou ainda com o apoio de diversas instituições comprometidas com a promoção de direitos, como o Núcleo de ETC da UFSCar, o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, o Instituto de Psicologia ConectarSer e as Promotoras Legais Populares de Salto de Pirapora e Iperó — evidenciando a força da articulação coletiva.


Um dos momentos simbólicos do encontro foi a entrega, a todas as pessoas presentes, do livreto Promotoras Legais Populares: Tecendo redes de direitos em Sorocaba, produzido com cuidado e compromisso por Fernanda Ikedo. Jornalista, doutoranda em Comunicação e Cultura. A iniciativa reforça o papel da comunicação como ferramenta de registro, formação e fortalecimento das redes de apoio.


Memória, educação e resistência feminina


Ao longo de sua fala, Amelinha Teles trouxe reflexões profundas sobre sua trajetória como jornalista, militante feminista e sobrevivente da ditadura militar. Referência histórica na luta pelos direitos das mulheres, ela é também uma das fundadoras da União de Mulheres de São Paulo e coordenadora das Promotoras Legais Populares.


Inspirada em sua obra Contos da Cela Três: Memórias de uma presa política na ditadura, Amelinha conduziu uma conversa que conectou experiências pessoais com a memória coletiva de um período marcado por violência e resistência. Ela destacou a importância de manter esse debate vivo, especialmente em espaços educacionais como escolas e universidades, para que novas gerações compreendam o valor da democracia e dos direitos humanos.


Durante sua fala, também enfatizou a luta histórica das mulheres para ocupar espaços de poder, sobretudo no campo político, resgatando a memória de mulheres que abriram caminhos e que, muitas vezes, não recebem o devido reconhecimento. Ao compartilhar aspectos de sua própria história e da força da família Teles, Amelinha trouxe humanidade e profundidade ao encontro.

Além disso, apresentou suas obras Feminismos: Ações e Histórias de Mulheres (2023) e Contos da Cela Três (2024), que estiveram disponíveis para o público, com sessão de autógrafos e momentos de registro que marcaram ainda mais a experiência das participantes.


O encontro se encerrou com uma rica interação com o público, reforçando o caráter coletivo do evento — um espaço de troca, escuta e fortalecimento das lutas das mulheres.


Mais do que um evento, o encontro foi um ato de resistência e construção de memória. Um lembrete de que a democracia precisa ser constantemente cuidada, debatida e vivida — e que as mulheres seguem sendo protagonistas fundamentais nessa caminhada.


Promotoras Legais Populares de Sorocaba, Salto de Pirapora e Iperó
Promotoras Legais Populares de Sorocaba, Salto de Pirapora e Iperó


 
 
 

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