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2014: o lugar de mulher é na política

Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

 A democratização de gênero tem ganhado ibope nos últimos anos. Aspectos como o profissional, financeiro, social e a política, são os principais focos em debates de igualdade entre homens e mulheres. Hoje, é evidente que as mulheres já conquistaram muitos espaços - que sempre lhes pertenceram - mas, o trabalho é constante e, no Brasil, é preciso uma "Reforma Política" para concretizar estes espaços, sem correr o risco de uma súbita e ilegal "tomada de território".

O livro "Mulheres nas eleições 2010" - de iniciativa do Consórcio Bertha Lutz - é  pioneira em pesquisas políticas na área de gênero. Nesta edição, se constatou uma significativa representação feminina no cenário político brasileiro nas eleições gerais de 2012, mas, que está longe de ser o suficiente.

Segundo o Consórcio, contratado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM), as eleições gerais de 2010 foram as mais femininas da história do Brasil, com 1.335 mulheres candidatas a deputadas federais (22%), 3.500 concorrendo ao cargo de deputada estadual (23%), 36 candidatas ao Senado (13%), 18 candidatas aos governos estaduais (11%) e duas mulheres, entre nove candidatos (23%) disputaram a Presidência da República.

Os dados mostram o interesse das mulheres em participar da política e em exercer o papel principal nas decisões que definirão o futuro do país e não mais como coadjuvantes.

No entanto, a credibilidade da população sobre o cenário feminino na política, ainda é insuficiente para elegê-las e torná-las, senão a maioria, ao menos a metade de políticos no Congresso Nacional, nos Estados, Câmaras Municipais e Prefeituras.

Em setembro deste ano (2013), foi lançada a campanha: "Mulher, tome partido. Filie-se!", idealizada pela Coordenadoria de Direitos da Mulher, Procuradorias da Mulher da Câmara e do Senado, com o objetivo de aumentar em 20% o número de mulheres filiadas e em 30% a representação feminina na Câmara e no Senado para as próximas eleições. 

A campanha conta com o apoio da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e da Secretaria de Políticas da Mulher da Presidência da República - SPM.

No Congresso Nacional, por exemplo, somos apenas 45 deputadas, diante de um universo de 513, ou seja, ocupamos apenas 8,77% das cadeiras na Câmara. No senado, de 81 senadores, apenas oito são mulheres. A campanha incentiva à filiação feminina aos partidos políticos e é apenas uma das alternativas encontradas para sanar este déficit político e tão desigual presente no Brasil.

Hoje, as mulheres encontram maior dificuldade na hora de buscar apoio político e financeiro para uma campanha eleitoral, o que as torna quase "nanica" diante do mundo publicitário conquistado pelos homens. Isto as coloca fora do páreo ou no máximo, como suplente de algum homem.

A Reforma Política do PT visa o método ‘meio a meio', com listas compostas por metade homens e metade mulheres; assim, o seu ‘empoderamento' sairia do sentido figurado da palavra, se tornando literal e concreto à mulher e à sociedade na qual ela pertence.

Esta tem sido a nossa luta durante anos. Não se trata somente em ganhar um espaço simbólico, mas atuar na política como um todo, na criação de projetos de leis, apresentação de propostas nas áreas de distribuição de renda, empregabilidade feminina e escolas para as crianças e jovens.

As mulheres brasileiras já estão bem representadas pelas nossas ministras que ajudam a presidenta Dilma a administrar o país com ‘braços de ferro', debatendo sobre política internacional, tecnologia, economia, segurança pública e tantos outros assuntos, até então, tipicamente masculinos.

Em 2014, nas próximas eleições gerais, precisamos estar presentes, acompanhadas de nossas propostas, projetos e idéias, para que, assim, possamos ganhar um espaço verdadeiro na opção de escolha das eleitoras e eleitores.

Que possamos, seja como candidata ou eleitora, enxergar na participação da mulher a transformação do nosso país com políticas não só voltadas ao social, mas também ao empreendedorismo feminino; à educação das crianças como à capacitação de suas mães; à economia nacional e também à facilitação de financiamento no nome das chefes de família.

Esta é a mudança da qual precisamos, esta é a mudança que nos queremos!

Fonte:  Iara Bernardi

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